segunda-feira, 17 de novembro de 2014

10 dicas para quem visita (ou quer conhecer) Bogotá (Colômbia)


Vista de Bogotá com os Cerros Monserrate (esq) e Guadalupe (dir) ao fundo

1) Altitude e Clima
Bogotá é a terceira capital mais alta do mundo (2640 metros acima do nível do mar), e a altitude faz com que o ar seja mais rarefeito. Por isso, ao chegar à cidade, é comum sentir alguns incômodos, que podem durar até cinco dias, como dor de cabeça (curta e prolongada), náusea, fadiga, tontura, insônia e perda de apetite. Em geral aspirina e paracetamol minimizam os sintomas, entretanto em casos de falta de ar mesmo em repouso, fadiga e dor de cabeça prolongadas, procure um médico.

O clima na Colômbia é estável o ano todo devido à proximidade da linha do Equador. Em Bogotá o clima é bem mais ameno devido à altitude elevada, o que mantém o termômetro mais ou menos estável o ano todo, com temperatura média perto dos 15°C, máxima de 20°C, mínima de 9°C e umidade sempre na casa dos 75%. Chove o ano todo, e os meses com maior quantidade de chuvas são Abril, Maio, Outubro e Novembro, já os meses com menos chuvas são Janeiro, Julho e Agosto.

2) Dinheiro
- Câmbio: A moeda da Colômbia é ao peso colombiano (COP), atualmente R$ 1 vale o equivalente a COP 800. Para converter qualquer valor de pesos colombianos a reais, apenas multiplique o valor em pesos colombianos por 1,2 e depois divida por 1000. Por exemplo, COP 50,000 * 1,2 / 1000 = R$ 60. Fácil;

- Cartão de crédito: É muito bem aceito nas seis zonas gastronômicas de Bogotá (La Macarena, ou Zona M; Candelaria, ou Zona C; Usaquén; Parque la 93; Zona Rosa, ou Zona T e Zona Gourmet, ou Zona G), além de supermercados e comércio em geral. Na hora de pagar, peça o “datáfono”, como eles chamam aqui a maquininha de cartão. Mesmo com senha, você terá que assinar o canhoto, e em alguns casos vão te pedir um documento com foto. Outra pergunta que te farão é o “número de cuotas” (número de parcelas) – parece tentador, mas sempre peça “una cuota”, já que o parcelamento, se for aceito pela sua administradora, incorrerá em juros;

- Levar pesos do Brasil ou trocá-los na Colômbia? Na Colômbia, com certeza. A taxa de câmbio no Brasil é péssima (cerca de R$ 1 para cada COP 550). O ideal é que você compre pesos em casas de câmbio, de preferência levando dólares, ou use os caixas eletrônicos para retirar em moeda local – os principais bancos são interligados às redes Plus, Visa e Maestro, portanto você pode sacar dinheiro em moeda local sem problemas (apenas informe-se sobre as tarifas de saque cobradas pelo seu banco). Em geral, mesmo com as tarifas de saque e o valor de IOF, vale mais a pena sacar na Colômbia do que levar pesos do Brasil;

IMPORTANTE: Sempre tenha na carteira alguns pesos com você (sugestão: mantenha pelo menos COP 100,000 disponíveis) para situações de emergência (e elas acontecerão), como um taxi, um ônibus ou algum restaurante/atração que não aceita cartão.

3) Vacina contra febre amarela
A Colômbia é um dos países listados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como área de risco de contaminação da febre amarela, porém o país não obriga que viajantes provenientes de outros países tomem a vacina. O Brasil, por sua vez, também não obriga que viajantes voltando de áreas de risco tomem a vacina. Mesmo assim a ANVISA recomenda a vacinação contra a febre amarela para quem pretende viajar à Colômbia, além da emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), documento válido em caso de viagens ao exterior.



Primeiro, você precisa fazer um cadastro no site http://www.anvisa.gov.br/viajante/. Depois, vá até um posto de saúde e tome gratuitamente a vacina contra a febre amarela, com validade de 10 anos. Com o comprovante de vacinação em mãos, vá até um dos Centro de Orientação para a Saúde do Viajante da ANVISA (lista disponível aqui) para emitir gratuitamente o CIVP. Observe que, em alguns locais, o CIVP só é emitido se a vacinação foi feita na mesma unidade de saúde.

4) Segurança
Quando falo em Bogotá, percebo que muitas pessoas ainda mantém o conceito da Colômbia dos anos 1990, um país violento dominado por guerrilhas e tráfico de drogas, com impressionantes 80 homicídios para cada 100 mil habitantes, onde o risco de ser sequestrado ou levar um tiro eram parte do dia-a-dia das principais cidades.

Esqueça isso. Após anos de uma política de segurança pública de dar inveja, aquela Colômbia não existe mais. O índice atual de 33,4 mortes para cada 100 mil habitantes ainda é alto e superior ao do Brasil (21) mas abaixo da Argentina (45,3). Oras, se você vai para Buenos Aires e não reclama da segurança, vai achar a de Bogotá padrão de Primeiro Mundo. E para alguns especialistas, é mesmo.


Exército fazendo a ronda em um dos prédios do Centro Financeiro: a presença deles nas ruas é super comum, ajudando os policiais a garantir uma segurança padrão Primeiro Mundo

Bogotá orgulha-se de ser reconhecida a cidade mais policiada das Américas. Os policiais estão por toda parte, não é exagero dizer que eles estão em cada esquina, apoiados por soldados do exército devidamente armados com metralhadoras e seguranças privados, o que dá uma sensação plena de segurança. Para entrar em museus, shoppings e até mesmo no Transmilenio, eles podem mandar abrir sua bolsa ou mochila e olhar o que tem dentro, seja turista ou local. Ao entrar nos estacionamentos dos shoppings ou supermercados, os carros são invariavelmente inspecionados por cães farejadores nos bancos traseiros e no porta-malas. E ninguém reclama.

Esqueça o sul da cidade, região muito pobre e bastante perigosa. O centro de Bogotá não é muito diferente do centro de São Paulo em termos de segurança, tem que ficar bem esperto o tempo todo, com muito cuidado com o dinheiro e com a câmera fotográfica. A noite é só redobrar o cuidado. Ja a região norte tem padrão e segurança de Primeiro Mundo, é possível andar pela rua à noite sem nenhum medo.

Em resumo, comporte-se como em qualquer cidade grande, cuide da bolsa ou mochila, observe o que acontece ao redor, não ande muito distraído, cuidado com o celular. Se precisar de informações, peça orientações ao pessoal do seu hotel, procure um policial ou um militar, não pergunte para qualquer um na rua. Cuidados básicos devidamente tomados, não me senti ameaçado ou inseguro em nenhum momento.

5) Onde ficar
Os principais bairros para hospedagem são Chicó (entre Calle 85-100 e Carreras 7-15, onde está o Parque la 93), Usaquén (entre Calles 100-127 e Carreras 7-15, onde está a zona gastronômica de mesmo nome) El Retiro (entre Calles 82-88 e Carreras 7-15, onde está a Zona T), Emaus (entre Calles 68-74 e Carreras 4-7, onde está a Zona G), todos residenciais, localizados na região norte e nos arredores da Carrera 7, com excelente infraestrutura e fácil deslocamento via Transmilenio para outras regiões da cidade.

A La Candelaria (entre Calles 7-12 e Carreras 3E-7, onde está a Zona C), na região central, concentra a maioria dos hostels e está pertinho das principais atrações turísticas, porém não é uma região muito movimentada e segura para sair à noite.

6) Transporte público e taxis
Bogotá é uma cidade grande, são mais de 8 milhões de pessoas e incríveis problemas de mobilidade urbana - por exemplo, Bogotá não tem metrô, e o trânsito daqui no horário de pico é de deixar São Paulo e Rio com inveja. O transporte público é feito por ônibus Transmilenio, principal empresa da cidade, com sua frota de ônibus modernos e espaçosos. Também circulam os ônibus SITP (sigla de “SIstema de Transporte Público de Bogotá”), interligados com a rede Transmilenio, e as busetas (as clássicas lotações) de cooperativas, em geral microonibus pequenos, velhos e quase sempre lotados. Só as use se realmente não tiver outra opção.


Transmilenio biarticulado parado em uma estação

Existem 12 zonas (ou “troncais”) de Transmilenio, que permitem chegar a praticamente todas as regiões e atrações turísticas da cidade. Para ver o mapa completo e conhecer os itinerários e locais de paradas das linhas (nem todos os ônibus param em todas as estações), clique aqui.

Para usar os ônibus Transmilenio e SITP, você precisa comprar um cartão chamado "Tullave", uma espécie de bilhete único – os ônibus não possuem cobrador, e não é possível pagar a passagem diretamente ao motorista em dinheiro. O cartão custa COP 3,000 (R$ 3,60), e o preço da passagem custa COP 1,500 ou COP 1,800 nos horários de pico (segunda a sábado das 6hs às 8h29, 9h30 às 15h29 e das 16h30 às 19h29).



O Transmilenio é um corredor exclusivo, com estações próprias de embarque/desembarque e bilheterias que vendem o cartão e realizam carga de créditos (a exceção do troncal “M”, que sai do Museo Nacional e vai até o norte da cidade pela Carrera 7, onde não existem estações nem bilheterias, apenas pontos convencionais). Além das estações, também é possível comprar e carregar o cartão em diversos pontos espalhados pela cidade (farmácias, papelarias, etc), mas sempre com dinheiro – cartão, nem pensar. A exceção são as busetas, onde o pagamento em dinheiro é feito diretamente ao motorista.


Uma das muitas busetas que circulam pelas ruas de Bogotá

Outra forma de desclocar-se por Bogotá são os taxis. Fala-se muito que os taxis daqui não são seguros, que você pode ser assaltado, etc. Bogotá não é Zurique, cuidados básicos devem ser tomados, mas a coisa é segura se você estiver atento a alguns detalhes: (1) prefira usar serviços de rádio-taxi ou pedir o taxi diretamente ao hotel /restaurante; (2) jamais pegue taxis parados em frente a caixas eletrônicos; (3) sempre observe se o taxi possui taxímetro, se está ligado e zerado – se o taxista quiser “combinar preço” da viagem, nem embarque.

IMPORTANTE: O valor que você vai pagar pela corrida não é o que aparece no taxímetro, existe uma tabela de conversão com o valor correspondente ao número que unidades que aparece no visor do taxímetro – cada unidade equivale a COP 780. Se for andar de taxi à noite, no valor final da conta será acrescida uma sobretaxa de COP 1500.

7) Chegando e aprendendo a andar nas ruas de Bogotá
O aeroporto internacional El Dorado é o principal da Colômbia e recebe os voos vindos de vários países, incluindo o Brasil. Distante cerca de 15km do centro de Bogotá, é atendido por taxis credenciados – é só chegar no guichê na saída internacional e dizer para onde você vai, vão te dar um voucher com o valor exato da conta, não importa o que aconteça no caminho. O dinheiro você paga diretamente ao taxista, porém o valor nunca vai ser maior que o indicado no voucher.

IMPORTANTE: NUNCA pegue taxi daqueles caras que ficam esperando um turista desavisado ou com pressa do lado de fora do desembarque.


Ônibus que conecta a área de desembarque ao Terminal El Dorado

Na área de desembarque do aeroporto há um ponto Alimentador Transmilenio, a linha 16-14 (ônibus de cor verde) leva até o Terminal El Dorado, de onde partem as linhas M86, B23, B16 (sentido norte), J6 (leste), L10, G43, H54 e L97 (sul).É possível comprar o cartão e carregá-lo na cafeteria Pick Up, localizada entre as saídas internacionais 4 e 5.


M86, o ônibus mais moderno do sistema Transmilenio, que liga o Aeroporto até a Calle 116, passando pelo Museo Nacional e bairros de Emaus, El Retiro, Chicó e Usaquén

Aprendendo a andar em Bogotá:

As ruas em Bogotá não são identificadas por nomes, mas sim números (rua 1, avenida 2, etc.), o que aqui é conhecido por "Nomenclatura". Parece difícil deslocar-se, mas é incrivelmente fácil - para entender melhor os endereços de Bogotá, as Carreras (ou Avenidas) são as ruas paralelas às montanhas (e a numeração começa a partir delas) e as Calles são as transversais (a numeração é crescente do sul para o norte). Por fim, cada endereço tem três componentes: (1) o número da Calle ou Carrera onde está localizado, (2) a Calle (ou Carrera) da esquina imediatamente anterior, e (3) o número do imóvel.

Exemplo (1): O endereço Carrera 14, Nº 82-50, quer dizer que você está na Carrera 14 (décima quarta rua paralela à montanha, do leste para o oeste), a esquina anterior é a Calle 82, e o endereço está a 50 metros da Calle 82.

Exemplo (2): Já o endereço Calle 95, Nº 9-97, quer dizer que você está na Calle 95 (nonagésima-quinta rua transversal à montanha, do sul para o norte), a esquina anterior é a Carrera 9 (sentido leste para oeste, e o endereço mencionado está a 97 metros da Carrera 9.

É bastante intuitivo, bastam alguns poucos dias na cidade para ficar plenamente acostumado. Mas se ainda tiver alguma dúvida, basta navegar um pouco no mapa de Bogotá no Google Maps.

Orientação: Nas placas de rua, a direção das Carreras é sempre dada por "norte" a "sur" (por exemplo: Carrera 14 norte e Carrera 14 sur), o que é fácil; já as direções das Calles são dadas por “Ocidente” e “Oriente” (e não esquerda/direita ou leste/oeste, como estamos acostumados), sendo "Oriente" a direção das montanhas, enquanto "Ocidente" é o sentido do Aeroporto.

Como saber para onde estou indo?
- Você está sentido NORTE se a numeração das Calles AUMENTA ou se as montanhas estão do lado DIREITO;
- Você está sentido SUL se a numeração das Calles DIMINUI ou se as montanhas estão do lado ESQUERDO;
- Você está sentido LESTE se a numeração das Carreras DIMINUI ou se as montanhas estão na sua FRENTE;
- Você está sentido OESTE se a numeração das Carreras AUMENTA ou se as montanhas estão ATRÁS.

8) O que fazer
Bogotá reúne atrações para todos os gostos. Para quem gosta de apreciar as cidades do alto, subir o Cerro Monserrate ou a Torre Colpatria são passeios imperdíveis. Os amantes de história e cultura vão adorar uma caminhada pelas ruelas e monumentos históricos do Centro Histórico e La Candelaria (Chorro de Quevedo, Plaza de Bolivar, Catedral, etc), fazer um tour no Casa de Nariño, sede da Presidência da República, ou conhecer as coleções dos Museo del Oro, Museo Botero, Museo de Belas Artes, Casa de la Moneda e Museo Nacional.


Em sentido horário: Catedral de Bogotá, peça do Museo del Oro, Jardin Botânico e Plaza de Toros vista a partir da Torre Colpatria

Os jardins da Quinta de Bolívar e Jardin Botânico convidam para uma caminhada, assim como o parque Simon Bolívar. A Feria de Usaquén é famosa por seu artesanato, já o "Tren de la Sabana", uma locomotiva a vapor que sai do centro de Bogotá e chega até Zipaquirá, é um passeio de 100km ida e volta repleto de história. Falando em Zipaquirá, não deixe de visitar sua impressionante Catedral de Sal, considerada “La Primera Maravilla de Colombia”.


Em sentido horário: Tren de la Sabana, Chorro de Quevedo, onde nasceu Bogotá; Catedral de Sal de Zipaquirá e Bogotá vista do Cerro Monserrate

Legal, mas quantos dias devo ficar em Bogotá? Como em todas as cidades, a resposta é DEPENDE do que você quer fazer, de quais atrações te interessam mais. Na nossa opinião, uma viagem entre 3 e 4 dias inteiros é o ideal para conhecer as principais atrações de Bogotá, sendo um mínimo de 2 dias pra ver o básico. Em breve publicaremos nosso roteiro de 4 dias pela cidade, que poderá te ajudar bastante no seu planejamento da sua viagem.

9) Onde e o que comer
Como Bogotá é grande e o trânsito é caótico, escolher onde ficar hospedado a partir da zona gastronômica é uma opção bastante recomendada, assim os deslocamentos serão menores. Portanto, é importante conhecer o que cada uma oferece:

- Zona Rosa: Localizada entre as Calles 79-85 e Carreras 11-15, é considerada uma das zonas mais badaladas da cidade, onde estão as principais lojas de marcas internacionais e o Centro Andino, um importante centro de compras. Também é conhecida como Zona T, formado por duas ruas peatonais em formato de T. Oferece boa gastronomia, mas é um lugar mais procurado para quem busca agitação e lugares com música no último volume para “rumbar” (expressão daqui que mecla restaurantes e balada) até o sol raiar;

- Parque la 93: Zona gastronômica do bairro de Chicó, os restaurantes ficam ao redor em uma agradável praça localizada entre as Calles 93A-93B e Carreras 11-13, onde não raro são realizados eventos culturais e oficinas para crianças. É uma zona bem mais familiar, são poucos os lugares para balada, o perfil dos restaurantes visa um público jovem ou gente disposta a uma refeição despretenciosa, sem gastar muito;

- Usaquén: A região concentra três importantes centros de compras, Hacienda Santa Barbara, Unicentro e Santa Ana. Além do famoso mercado de pulgas, a região tem o Parque Usaquén, com suas casinhas em estilo colonial e palco de diversas atrações culturais, e a Carrera 6A, que recebe a tradicional Feria de Usaquén aos domingos. Os restaurantes estão concentrados entre as Calles 114-120 e Carreras 5 e 6A, tem o mesmo perfil dos do Parque la 93, com foco nas famílias, porém as casas são direcionadas para um público mais elitizado;

- Zona Gourmet (ou Zona G): Localizada entre as Calles 67-72 e Carreras 4-7, nos arredores de um dos centros financeiros mais importantes de Bogotá, para muitos esta região concentra os melhores e mais exclusivos restaurantes da cidade, perfeitos para um jantar especial acompanhado por uma bela garrafa de vinho;

- La Macarena (ou Zona M): Reduto gastronômico nos arredores do Museo Nacional e Plaza de Toros, localizado entre as Calles 25A-30 e Carreras 1-5. É uma zona mais alternativa e boêmia, com cara de Vila Madalena e Rua Augusta, onde restaurantes e galerias de arte convivem pacificamente. Aqui estão muitos restaurantes com sotaque espanhol, das tradicionais casas de paellas até os bares de tapas.

- La Candelaria (ou Zona C): O Centro Histórico de Bogotá não é famoso apenas por sua história e museus, mas também por sua importância gastronômica. Localizada entre Calles 7-12 e Carreras 3E-7, embora seja uma área com restaurantes mais simples, focados no povo que trabalha na região durante a semana, concentra alguns bons achados e pequenos restaurantes com cozinha de autor, além de estabelecimentos reconhecidos pela boa gastronomia colombiana.

Alguns dos pratos típicos da gastronomia bogotana que merecem serm provados:

- Ajiaco: Sopa com peito de frango, três tipos de batata (criolla, pastusa e sabanera), sabugo de milho e guascas, uma erva comum na Colômbia. À parte são servidos creme de leite e alcaparras, para que você coloque a gosto. Deve ser comida acompanhada de arroz branco e um bom pedaço de abacate;

Arepa: Item indispensável no café da manhã dos colombianos, é uma espécie de torta de massa de milho ou de farinha de milho pré-cozida. Pode ser preparada assada, cozida ou frita, sem sal para comer com geléia, recheada de qualquer coisa salgada (manteiga, carne, queijo, etc) ou cortada e recheada como um pão sírio;

Fritanga: Fritada que leva diferentes carnes, bovina, de porco, chorizo, salsichas, embutidos, batata criolla, plátano maduro (a nossa banana da terra) e arepa;


Em sentido horário: Ajiaco, Patacones, Tamal e Bandeja Paisa

- Limonada: Se você acha que só existe limonada de limão (dããããã, limonada só pode ser limão), precisa conhecer Bogotá. Aqui, existem algumas variações, como a limonada de coco (é como um suco de coco, só que ao invés de água, vai limão), limonada cerezada (suco de cerejas e limão) e limonada yerbabuena (menta e limão). Parece um negócio estranho, mas é bem sabosoro!

- Tamal: Tipo de pamonha, a massa de milho é misturada com carne, frango, lingüiça, costelinha de porco, feijão, cebolinha, alho, sal e especiarias, envolta em folhas de bananeira, amarrada com barbante e cozida no vapor. Em Bogotá é geralmente acompanhada por uma xícara de chocolate quente;

- Obleas: São discos redondos de massa bem fina, geralmente recheados com arequipe (o nosso doce de leite), e servidas em formato de sanduíche;


Em sentido horário: Fritanga, Arepas, Empanadas e Obleas

- Empanada: Feita com farinha de milho, o recheio leva apenas carne moída. É um pouco seca e suave demais de tempero, por isso é servida com um molho chamado “ají picante”, que leva coentro, pimenta e vinagre. Para quem está acostumado com a tradicional empanada criolla servida na Argentina, é bem diferente, mas deve ser provada;

- Lulo: Esta frutinha amarela rica em vitamina C é usada no preparo de sucos, sorvetes, doces e drinks, tem um sabor azedinho, parece suco de abacaxi com morango (sim é gostoso). Entre suas propriedades medicinais, combate a hipertensão e a ajuda a reduzir o colesterol;

- Patacones fritos: Feito com pedaços grandes de banana da terra verde ou madura, são rapidamente fritos em óleo bem quente, retirados e amassados para que fiquem finos e planos, quando retornam à frigideira até ficarem dourados. Pronto. Servem de acompanhamento ou podem ser a estrela da mesa, servidos por algum molho de sua preferência (tomates, queijos, etc) ou apenas guacamole;

- Bandeja Paisa: Prato típico de Medellín muito apreciado em Bogotá, é um brutamonte de comida que leva feijão rajado, bisteca de porco, carne moída, arroz, bacon, ovos, patacones, chorizo, morcilla, molho hogao (cebola branca, cebolinha, alho e especiarias), abacate e arepa.

10) Ciclovias
Ciclovia em Bogotá é um negócio muito sério. Um dos poucos casos de sucesso na América Latina, a ciclovia de Bogotá, chama de “Cicloruta”, nasceu em 1974 e tem atualmente 30 “rutas” que totalizam 312 quilômetros de circulação exclusiva para as magrelas, todas devidamente interligadas para que o(a) ciclista possa chegar a praticamente qualquer região da cidade sem ter que disputar espaço com carros, ônibus e pessoas.


Cicloruta na Calle 26, com a passarela do Transmileno à esquerda e a avenida à direita

O mapa completo das ciclorutas pode ser acessado aqui (em formato jpg) e aqui (via Google Maps).

Além da Cicloruta, aos domingos e feriados (entre 7hs e 14hs) mais de 120 quilômetros de vias são bloqueadas ao trânsito de automóveis, usadas por cerca de 1 milhão de ciclistas e pedestres.

8 comentários:

Ellen disse...

Olá Viajante Comilão!!! rs

Amei as dicas, o texto está muito completo e objetivo, amei mesmo!
Estamos embarcando essa semana para a Colombia e vou levar muitas das suas dicas

Parabéns e continue com o trabalho!!
Você tem alguma dica de restaurante pra jantar imperdível!?
Vamos nos hospedar na Zona T.

Abraço

Daniel Neves disse...

Olá Ellen,

A Zona T é uma das seis zonas gastronômicas de Bogotá, entretanto é considerada, em termos de qualidade de restaurantes, a pior de todas. Em sua essência, a Zona T é uma região de boemia e balada, para dançar até amanhecer.

Como sugestão para um jantar imperdível, eu buscaria restaurantes na Zona G ou Chicó, que estão cerca de 10-15 minutos da Zona T, ou até Usaquén, cerca de 20-25 minutos de distância.

Aqui no blog eu tenho um post de restaurantes, atualmente são 32 estabelecimentos publicados, e pretendemos chegar a 50 até Outubro.

Dá uma olhada aqui: http://oviajantecomilao.blogspot.com/2015/04/o-viajante-comilao-recomenda-comer.html

Como te recomendar alguns restaurantes: na Zona G, La Cigale, Baita; já em Chicó, Matiz, Cacio e Pepe, La Fabbrica (que ainda não está no blog), Tramonti (que ainda não está no blog); em Usaquén, Taj Mahal, Mediterranea de Andrei, Sepulveda (que ainda não está no blog).

Um abraço!

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Daniel Neves disse...

Olá Ellen,

Faltou falar dos locais imperdíveis da Zona T:

- Andrés DC: Sem dúvidas o clássico dos clássicos de Bogotá. Pessoalmente a comida não tem nada de mais, mas o lugar é um show à parte;
- Central Cevicheria: Bom lugar para comida peruana, com filas quilométricas;
- Julia: Pizzaria gourmet com ótimos sabores

Para fechar, dica de onde NÃO IR: fuja do Hard Rock Café, de longe um dos piores que conheci.

Um abraço!

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Cristiano disse...

Olá, muito legal o post! Parabéns!
Vou ficar 3 dias em Usaquem a trabalho e depois sáb e dom a lazer. Queria conhecer restaurantes, pontos turísticos, compras e balada. Vc sugere q eu fique o final de semana em Usaquem mesmo ou zona T?
Obrigado

Daniel Neves disse...

Olá Cristiano,

Sem dúvidas Usaquén tem melhor gastronomia que a Zona T, mas a Zona T tem o Centro Andino, um dos centros comerciais mais legais da cidade, e as baladas...

Não sei o que você pretende visitar em Bogotá, as principais atrações estão na região central. Aqui no post você encontrará algumas dicas de locais a visitar.

Acho que você pode permanecer em Usaquén, é fácil chegar a Zona T de Transmilênio ou taxi. Usaquén é uma região mais tranquila e com perfil residencial, já a Zona T vive de balada. Mas acho que aqui é uma questão de gosto.

Ah! E se sobrar um tempinho, não esqueça de visitar a Catedral de Sal Zipaquirá, distante 45 minutos ao norte de Bogotá!

Para dicas de restaurantes, veja este post: http://oviajantecomilao.blogspot.com/2015/04/o-viajante-comilao-recomenda-comer.html

Atualmente são 45 restaurantes publicados, meu objetivo é fechar o post com 50 estabelecimentos recomendados. Estamos quase!

Para ver todos os posts de Bogotá, acesse este link: http://oviajantecomilao.blogspot.com/search/label/Bogotá

Um abraço!

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Thais Motta disse...

Olá Daniel!
Amei o seu blog, ajuda muito!
Eu e meu marido estamos nos organizando para ir morar em Bogotá, porém ainda estamos com algumas duvidas quanto à localizações, valores, empregos...
Você pode nos ajudar com alguma coisa relacionada a isto?
Consigo algum contato com vc através de e-mail?

Unknown disse...

Olá, estou indo pra lá! Adorei os detalhes do post mas ainda ficou uma dúvida... penso em levar o valor EM MÃOS (vou converter em COP lá) vc acha muito inseguro? Penso tbm em comprar uma bike pra poder passar esses meses lá... compensa mais do que ficar andando de ônibus? E terceira e última dúvida; qual a melhor forma de alguém aqui do Brasil depositar dinheiro para que eu possa usar lá? Agradeço muito, e abraços!

Daniel Neves disse...

Olá Unknown,

Depende de quanto estamos falando. Eu não tive problemas em converter dólares para pesos na Colômbia, entretanto de reais para pesos você pode ter algumas dificuldades, são poucos lugares e as taxas são ruins.

Entretanto, mesmo a pior taxa na Colômbia ainda compensa (e muito) em comparação aos 6,38% do saque no caixa eletrônico ou de levar um travel money.

Se estiver pensando em comprar uns pesos no Brasil (acho legal, vai que você chega lá e por alguma razão não consegue trocar), a Confidence faz o serviço.

A ideia de comprar uma bike é muito boa, é fácil deslocar-se de magrela pelas ruas e ciclovias de Bogotá. Muita gente faz, há espaços para deixar as bikes (bem presas e com cadeados bem grossos, diga-se) sem stress. Ah, e as bikes são baratas em comparação do Brasil.

Sobre a questão de depositar dinheiro, dá para usar Western Union, ou a Confidence, que possui um serviço de remessas via MoneyGram. Bancos também realizam este tipo de serviço.

Outra opção é usar a parceria entre Bancolombia (maior banco da Colômbia) e Itaú, li que existe um serviço que permite o envio de remessas do Brasil para a Colômbia, sacando na boca do caixa. Se for correntista do Itaú, vale a pena dar uma olhada.

Em todos os casos, o serviço deve custar cerca de 5% e 6,38% do valor enviado. E dependendo do valor, ainda pode incidir um imposto bem camarada, de 16%, cobrado na Colômbia na hora de sacar o valor.

Eu enviei remessa e não paguei o imposto, mas olhando na internet, nos sites da Western Union e MoneyGram, o imposto é mencionado, não sei se a questão é o valor.

Pessoalmente acho que depositar em reais na sua conta no Brasil e sacar em pesos nos caixas eletrônicos na Colômbia pode ser uma melhor opção, já que você escapa dos tais 16%.

Um abraço!

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